terça-feira, 9 de abril de 2013
sábado, 6 de abril de 2013
poema antigo
Perderam-se o leme e a bússola.
Os dias andam nublados,
as estrelas confusas.
Vega extinguiu-se.
O pássaro navega em círculos,
asas viúvas sobre a metrópole.
Quem de baixo decifraria,
ó pássaro absurdo,
tua língua estrangeira,
teu canto de véspera
e bodas secretas?
Os dias andam nublados,
as estrelas confusas.
Vega extinguiu-se.
O pássaro navega em círculos,
asas viúvas sobre a metrópole.
Quem de baixo decifraria,
ó pássaro absurdo,
tua língua estrangeira,
teu canto de véspera
e bodas secretas?
domingo, 10 de março de 2013
sábado, 9 de março de 2013
sexta-feira, 8 de março de 2013
quinta-feira, 7 de março de 2013
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
o cão maduro
De que vale ao cão da infância
o amor maduro deste cão,
o amor aprendido
no que se pensava ser amor
de tantos e sucessivos cães
nunca de fato amados
como se deve
amar
amar
um cão?
De que matéria
é feito um cão?
É toda nova
e alheia a cão,
ou um quê do antigo cão se recupera
neste que é novo
para também como este
ser amado
como se deve
amar
um cão?
Pode acaso o amor maduro
deste cão,
o amor aprendido
no quase amor
de tantos cães,
pode este amor tardio
dar esquecer
ao cão da infância
o abandono e a solidão?
De que vale ao cão da infância
(e a quem aprende)
o aprender a amar
um cão?
De que matéria
é feito um cão?
É toda nova
e alheia a cão,
ou um quê do antigo cão se recupera
neste que é novo
para também como este
ser amado
como se deve
amar
um cão?
Pode acaso o amor maduro
deste cão,
o amor aprendido
no quase amor
de tantos cães,
pode este amor tardio
dar esquecer
ao cão da infância
o abandono e a solidão?
De que vale ao cão da infância
(e a quem aprende)
o aprender a amar
um cão?
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
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