terça-feira, 8 de outubro de 2013
domingo, 6 de outubro de 2013
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
sábado, 21 de setembro de 2013
terça-feira, 17 de setembro de 2013
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
uma leitura perturbadora
Bernardo Kucinski escolheu a
ficção – um romance - para contar a história verídica do “desaparecimento” de
sua irmã durante a ditadura militar. Talvez venha daí a força perturbadora dessa
narrativa: o que ele quer contar é tão terrível, que o mero documento não dá
conta; foi preciso apropriar-se do fingimento da arte para expressar-se
plenamente.
O centro de gravidade desse
romance, em que o autor finge a fala de toda a gente envolvida no caso, é um
pai devastado pelo sumiço kafkiano da filha e pela execração do nome dela por
seus pares na Universidade de São Paulo, onde era professora na época do
desaparecimento, pela sociedade em geral
e até pela comunidade judaica a que pertencia.
Nunca nenhuma narrativa dos
horrores da repressão me assustou tanto.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
quarta-feira, 31 de julho de 2013
o frescor da ideia recém nascida
Sempre acho que noventa por cento da expressão se perde entre o esboço inicial e a finalização dos meus trabalhos de pintura. Dias atrás finalizei uma cópia de um quadro de Picasso - modéstia à parte, eu faço cópias muito boas - que me agradou bastante; resolvi fazer mais uma, do mesmo quadro, aproveitando uma tela em que havia pintado uma bobagem. Cobri-a grosseiramente com o branco, de modo que se podem vislumbrar um pouco as cores da pintura subjacente, para rabiscar com grafite o quadro de Picasso. Vou finalizar a cópia, mas também neste caso acho que alguma coisa interessante, involuntária ou inconsciente, vai se perder.
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