sábado, 26 de julho de 2014
quarta-feira, 23 de julho de 2014
domingo, 6 de julho de 2014
terça-feira, 20 de maio de 2014
sábado, 10 de maio de 2014
talvez um caminho
Acho que vou passar a me dedicar à aquarela. Mesmo com resultado bem sofrível, o prazer é imenso.
Aqui, a primeira foi feita a partir de foto de Washington C. Takeushi, a segunda de foto de não sei quem na web e a terceira de uma foto antiga em que aparecem meu tio Baltazar e sua netinha Vera, na serraria da Saudade.
Aqui, a primeira foi feita a partir de foto de Washington C. Takeushi, a segunda de foto de não sei quem na web e a terceira de uma foto antiga em que aparecem meu tio Baltazar e sua netinha Vera, na serraria da Saudade.
domingo, 6 de abril de 2014
o coronel assassino
Há muito tempo, tendo eu lido pela primeira vez São Bernardo, um amigo espantou-se quando lhe falei que não me referia a Madalena ao dizer ter encontrado, entre todos os livros que já lera, o personagem com o qual mais me identificava. Alguns anos e um certo lustre depois, vim a aprender que esse bruto, proprietário de terras, "coronel assassino", não é figura com que alguém normal se identifique. Pois hoje em dia, ou porque eu não seja mesmo propriamente normal, ou por tê-lo conhecido ainda em tempos de minha inocência intelectual, Paulo Honório continua sendo para mim a criatura mais comovente de toda a ficção que conheço.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
5 poemas de Alcides Villaça
A moça muito antiga,
a prematura morta,
é uma criança inquieta
que ninguém sabe ninar.
Menor a cada dia,
a cada hora mais menina,
a morta muito antiga
toma a pista contrária
e vem ao nosso encontro.
Quando passar por nós
sequer terá nascido.
Será um capricho nosso,
imagem que desenhamos,
saudade de viver.
saudade de viver.
Pareceu-me cicatriz do teu rosto
a marca no papel fotográfico.
Pareceu-me especial efeito
a luz (tão viva) dos velhos olhos teus.
Pareceu-me, enfim, amarga essa foto,
como boneca dormindo de mentira
qual menina morta de verdade.
Assim as fotos, espelhos de alma própria:
parece que são tudo o que olham
e se enganam nas verdades, e acertam nas mentiras
- porque refletem nos desejos outra luz,
e em outras luzes o mesmo desejo.
Também ocorre que nada mais reflitam
quando se guardam num cristal fechados
nas pálpebras do tempo
Viagem
imagine
se sobre a casca do ovo pequenino
tombasse uma gota de limão corrosivo
e mal nascido quanto mal desperto
o filhotinho tivesse que voar
contra cortantes facas amarelas
como haveria ele de entender
a beleza sem parar das feridas?
teria tempo para sentir
a falta das penas sonhadas?
saberia como cantar
o brilho de cada susto de morrer?
(Não sei te explicar
essa luz que fia e desconcerta
meus melhores dias)
Eurídice
Eurídice caminha pelo palco descalça mais que nua:
os pés que a levam leve sabem todo o alvor.
Desliza como dança, e deita os olhos no caminho.
Cobre de frescor o arrepio dos regatos.
Eurídice, para além de todo inferno e céu
Atira Orfeu para os bichos da floresta,
Como a onça, como o tigre, como eu.
Dádiva
As maldades mais fundas do meu poço emergem
[só para mim
[só para mim
Imediatamente viram flores. Ofereço o buquê
[a amigos
[a amigos
que o tomam no colo e reconhecem pétala a pétala
a graça de tantas corolas. E dizem: que bonito!
Mas logo baixamos o olhar, como quem do chão
[ouve
[ouve
o ruído das águas turvas, inquietando-se."
VILLAÇA, Alcides. ONDAS CURTAS, Cosac Naify, São Paulo, 2014.
VILLAÇA, Alcides. ONDAS CURTAS, Cosac Naify, São Paulo, 2014.
domingo, 23 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
domingo, 12 de janeiro de 2014
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
o padre e o caipira
Humberto de Oliveira tem ateliê também em Taubaté.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
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